Gosto de pensar que também tens saudades
minhas. Que, de uma forma ou de outra, ainda te vais lembrando de mim. Que na minha ausência te vais torturando pelo que podia ter sido e não foi. Que a distância também te dói e que aos poucos te vai afagando o orgulho, até que um dia destes cedas e me voltes a ligar. Gosto de pensar que ainda me desejas. Que todas as noites antes de adormeceres, enterras a cabeça na almofada em busca do meu cheiro. Que cada vez que chegas a casa, o fazes com a esperança de encontrares os contornos do meu corpo ainda intactos sob a cama. Gosto de pensar que, à tua maneira, e é tão estranha por sinal, ainda gostas de mim. Que quando precisas de um colo para te mimar, de um abraço para te proteger, de um ombro para descansar, é em mim que pensas. Que quando precisas de um sorriso em que acreditar, de um olhar para te tranquilizar, do prazer para viver, é de mim que sentes falta. Gosto de pensar que quando estás sozinho, ainda te perdes nas memórias do que conseguimos construir e ultrapassar, juntos. Assim, gosto de pensar que ainda és um bocadinho meu.

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