Não vou mais. Acabou-se até isso.
A vontade de ir ao teu encontro, o
entusiasmo de o fazer, acabou. Aos poucos o amor foi desaparecendo, e nós nem demos por isso. Só agora, que já nem a saudade existe, é que percebemos que a culpa foi nossa.
Achamos que o amor só chegava, que nos fazia sempre voltar e desejar, mas hoje sabemos que não é assim. O amor é o pormenor menos importante. Além disso, tem que haver entendimento, daquele natural, quando percebemos sempre para além do que o outro nos diz. Tem que haver confiança, até mesmo nas alturas em que o mundo está todo contra nós. Temos sobretudo que acreditar que é possível construir ao lado de alguém, uma realidade.
Mas tem que haver tempo, daquele completamente disponível em que temos sempre tempo para o outro. Tem que haver paixão, dedicação, tesão, loucura. Tem que haver carinho, paciência, racionalidade, e sobretudo muita calma. E nós, tivemos isso, depressa demais. Por isso, acabou-se tudo.
As mensagens lamechas, as surpresas inesperadas, as viagens longínquas, e os beijos apaixonados, acabaram-se. Acabaram-se os telefonemas tardios, as cenas de ciúmes, os abraços apertados e as tardes de televisão. Acabaram-se as tentativas de reconciliação, as esperas vãs e força de te manter. Acabaram-se os momentos de prazer, as manhãs de preguiças, as conversas longas e paciência.
Acabou-se tudo.
E agora meu amor, espero que te encontres.

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