«Eu vou guardar, cada lugar teu. Atado em mim, a cada lugar meu.»

segunda-feira, 20 de junho de 2011

- Encosto





Encosto o meu corpo ao teu e os meus lábios ficam muito próximos dos teus e ao mesmo tempo sem se tocarem. Sopro como quem quer beijar mas resisto e tu também, sentes um arrepio que te faz aproximar ainda mais de mim, sentes as tuas mãos suadas e tens vontade de me agarrar ali mesmo.
Tens essa vontade mas controlas-te. Apenas percorres as tuas mãos pelo meu corpo sem nunca deixares de olhar para mim. Sopro novamente mas aí aproximas-te e docemente juntas os teus lábios aos meus ao mesmo tempo que me olhas nos olhos.
O clima aquece ainda mais, o que um beijo faz. Devagar tiro-te o casaco ao mesmo ritmo que te vou beijando o pescoço e ao mesmo tempo que sinto a tua respiração cada vez mais ofegante de prazer.
Estamos os dois demasiado quentes, o desejo fala mais alto e de um momento para o outro as roupas começam a ser cada vez menos. Sempre com a sensualidade e o receio de dois corpos que se estão a descobrir.
Chega a um ponto em que estamos os dois nus. Despidos de preconceitos e de tabus, um para com o outro. Conheces realmente como eu sou e eu conheço-te a ti. Calmamente vens até junto de mim e sinto o teu corpo junto ao meu.
E ai? Ai com todo o teu desejo possuis-me sem pensar no dia de amanhã e apenas pensando naquele momento. Os meus olhos penetram o teu olhar, o clima torna-se tenso, encontramo-nos no momento ofegante da sensação, só pensas em agradar-me e eu dou-me a ti, agarro-me ao teu peito, não deixamos que o ritmo abrande, continuamos até onde a excitação nos levar.
Agarras-me com desejo, queres dar-me prazer e senti-lo também. Sentes o meu peito junto ao teu, as nossas pernas intercaladas, os nossos corpos encaixados num ritmo que nos deixa cada vez mais quentes.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ainda e para sempre.

Acho que nem o tempo vai conseguir com que eu (te) esqueça.
Os sorrisos de ontem foram as lágrimas de hoje e serão certamente as recordações de amanhã. Coisas que (te) guardo para sempre. A ti entreguei o meu amor, e não me arrependo. Foi contigo que aprendi o que é ser feliz. O peito por vezes dói. É a tua falta. É a saudade que aperta.. Porque ainda te amo.

domingo, 29 de maio de 2011

Always!



                      Nunca te esqueças, irei sempre AMAR-TE. 
                                 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lembrança.

Lembras-te quando dormis-te comigo, a última vez? Estava imenso frio e fizeste-me chegar a ti. Chegaste-te a mim e enroscas-te o teu corpo no meu, como se fossemos ficar assim eternamente. Mas foi quando abri os olhos e te vi dormir que me apercebi que (ainda) estava presa. Percebi que fui a única pessoa a quem o teu sono egoísta fez chorar de ternura. O meu próprio corpo achou aquilo estranho. Sabia que era a última vez que ia sentir-te. Ressonas. Sabes que ressonas, meu querido? Naquela noite dormias tão docemente que cheguei a perguntar-me se eras mesmo tu o homem com quem tinha partilhado os meus dias. Gosto disto, gosto tanto. E nem as lágrimas que derramei sobre os erros cometidos me fizeram deixar de te amar. Gosto de ser tudo para ti e de só o descobrires quando, enfim, resolver mandar-te embora (de vez).

domingo, 22 de maio de 2011

Acordar

Não ouses acordar-me antes de o sol nascer.. Estou a sonhar contigo. E que bonito que és :)
Sabes, estamos de mãos dadas. Somos só nos os dois e o mar imenso à nossa frente. Esta a escurecer, e eu não quero que este momento acabe. Não largues a minha mão. Não te levantes. Não me deixes. Deixa que a noite se ponha. Deixa-me continuar a viver este sonho.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não.

Não vou mais. Acabou-se até isso.

A vontade de ir ao teu encontro, o

entusiasmo de o fazer, acabou. Aos poucos o amor foi desaparecendo, e nós nem demos por isso. Só agora, que já nem a saudade existe, é que percebemos que a culpa foi nossa.
Achamos que o amor só chegava, que nos fazia sempre voltar e desejar, mas hoje sabemos que não é assim. O amor é o pormenor menos importante. Além disso, tem que haver entendimento, daquele natural, quando percebemos sempre para além do que o outro nos diz. Tem que haver confiança, até mesmo nas alturas em que o mundo está todo contra nós. Temos sobretudo que acreditar que é possível construir ao lado de alguém, uma realidade.
Mas tem que haver tempo, daquele completamente disponível em que temos sempre tempo para o outro. Tem que haver paixão, dedicação, tesão, loucura. Tem que haver carinho, paciência, racionalidade, e sobretudo muita calma. E nós, tivemos isso, depressa demais. Por isso, acabou-se tudo.
As mensagens lamechas, as surpresas inesperadas, as viagens longínquas, e os beijos apaixonados, acabaram-se. Acabaram-se os telefonemas tardios, as cenas de ciúmes, os abraços apertados e as tardes de televisão. Acabaram-se as tentativas de reconciliação, as esperas vãs e força de te manter. Acabaram-se os momentos de prazer, as manhãs de preguiças, as conversas longas e paciência.
Acabou-se tudo.
E agora meu amor, espero que te encontres.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Anda amor

Sabes o que me apetecia agora? O ontem, o hoje e o amanhã.


Tudo ao mesmo tempo. Apetecia-me agarrar no carro, na minha manta, nos nossos corpos e ir viver o momento. Procurar um lugar que nem existe e amar-te. Apetecia-me deitar-te no banco de trás, e fazer amor contigo, até que o sol nascesse ou alguém nos ligasse. Podíamos ser um do outro até que nos apetecesse voltar, e deixar tudo como estava. Apetecia-me enrolar-te na manta, prender-me ao teu cheiro, ser a tua melodia, ficar a olhar para ti até que uma estrela caísse do céu e nos lembra-se que era hora de voltar. Vamos amor... Anda cumprir a vontade que o amor tem, e matar a saudade que ficou em nós depois da última despedida. Dá-me a tua mão, agora a outra e vem comigo. Deixa-me mostrar-te todos os cantos que não conheces e trancar-te em mim. Anda la :$ 
Hoje apetece-me ficar contigo para sempre.